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14 julho 2016

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Para refletir

O PAI PERDOA


Escute, filho: enquanto falo isso, você está deitado, dormindo, uma mãozinha enfiada debaixo do seu rosto, os cachinhos louros molhados de suor grudados na fronte. Entrei sozinho e sorrateiramente no seu quarto. Há poucos minutos atrás, enquanto eu estava sentado lendo meu jornal na biblioteca, fui assaltado por uma onda sufocante de remorso. E, sentindo-me culpado, vim para ficar ao lado de sua cama. 

Andei pensando em algumas coisas, filho: tenho sido intransigente com você. Na hora em que se trocava para ir à escola, ralhei com você por não enxugar direito o rosto com a toalha. Chamei-lhe a atenção por não ter limpado os sapatos. Gritei furioso com você por ter atirado alguns de seus pertences no chão.

Durante o café da manhã, também impliquei com algumas coisas. Você derramou o café fora da xícara. Não mastigou a comida. Pôs o cotovelo sobre a mesa. Passou manteiga demais no pão. E quando começou a brincar e eu estava saindo para pegar o trem, você se virou, abanou a mão e disse: “Chau, papai!” e, franzindo o cenho, em resposta lhe disse: “Endireite esses ombros!” 

De tardezinha, tudo recomeçou. Voltei e quando cheguei perto de casa vi-o ajoelhado, jogando bolinha de gude. Suas meias estavam rasgadas. Humilhei-o diante de seus amiguinhos fazendo-o entrar na minha frente. As meias são caras – Se você as comprasse tomaria mais cuidado com elas! Imagine isso, filho, dito por um pai!
Foto: Acervo Pessoal

Mais tarde, quando eu lia na biblioteca, lembra-se de como me procurou, timidamente, uma espécie de mágoa impressa nos seus olhos? Quando afastei meu olhar do jornal, irritado com a interrupção, você parou à porta: “O que é que você quer?”, perguntei implacável. 

Você não disse nada, mas saiu correndo num ímpeto na minha direção, passou seus braços em torno do meu pescoço e me beijou; seus braços foram se apertando com uma afeição pura que Deus fazia crescer em seu coração e que nenhuma indiferença conseguiria extirpar. A seguir retirou-se, subindo correndo os degraus da escada. 

Bom, meu filho, não passou muito tempo e meus dedos se afrouxaram, o jornal escorregou por entre eles, e um medo terrível e nauseante tomou conta de mim. Que estava o hábito fazendo de mim? O hábito de ficar achando erros, de fazer reprimendas? Era dessa maneira que eu o vinha recompensando por ser uma criança. Não que não o amasse; o fato é que eu esperava demais da juventude. Eu o avaliava pelos padrões da minha própria vida. 

E havia tanto de bom, de belo e de verdadeiro no seu caráter. Seu coraçãozinho era tão grande quanto o sol que subia por detrás das colinas. E isto eu percebi pelo seu gesto espontâneo de correr e de dar-me um beijo de boa noite. Nada mais me importa nesta noite, filho. Entrei na penumbra do seu quarto e ajoelhei-me ao lado de sua cama, envergonhado!

É uma expiação inútil; sei que, se você estivesse acordado, não compreenderia essas coisas. Mas amanhã eu serei um papai de verdade! Serei seu amigo, sofrerei quando você sofrer, rirei quando você rir. Morderei minha língua quando palavras impacientes quiserem sair pela minha boca. Eu irei dizer e repetir, como se fosse um ritual: “Ele é apenas um menino, um menininho!”

Receio que o tenha visto até aqui como um homem feito. Mas, olhando-o agora, filho, encolhido e amedrontado no seu ninho, certifico-me de que é um bebê. Ainda ontem esteve nos braços de sua mãe, a cabeça deitada no ombro dela. Exigi muito de você, exigi muito.


W. Livingston Larned 

Fonte: Livro "Como fazer amigos e influenciar pessoas" do autor Dale Carnegie.



13 julho 2015

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Hábitos feios!


Oláá, meus amoooores!

Gente, vocês já notaram que o ser humano é um bicho meio difícil de se lidar, entender, as vezes até difícil de engolir.. Nós, seres racionais, providos de grande capacidade mental e habilidades, dotados de razão e inteligência... Ou não! Tamos comportamentos que as vezes(muitas vezes) se tornam hábitos muito, muito feios!

Para quem não sabe, hábito nada mais é do que um comportamento que determinada pessoa aprende e repete frequentemente, sem pensar em como deve executá-lo. Todos nós sabemos o quão desastroso pode ser fazer algo sem pensar, quando isso se torna um hábito... aí a coisa fica um pouco mais séria.

Pedir opinião alheia; Você, já está tão acostumado(a) a pedir a opinião dos outros, que acaba esquecendo a que mais importa, a sua! E consequentemente, acaba gerando o hábito de não pensar no assunto em questão, simplesmente absorve o pensamento do outro e toma pra si como verdade, e com isso abre mão de formar sua própria opinião.

Desejar o mal dos outros; Sua mãe, sua avó e o universo, já não te explicaram que tudo que você deseja para os outros, volta pra você? E o pior, as vezes volta em dobro? Deseje a felicidade dos outros, quem sabe assim ela volta e você para de ficar agourando a vida dos outros. 

Julgar as atitudes alheias; Ser humano perfeito, esse é você! Não erra, e não faz nada da vida também, pois perde todo seu tempo e energia julgando aos outros, acaba esquecendo de viver! Para de olhar para o lado, viva!

Mentir; Você já tem idade pra saber que mentir não é legal, uma mentira puxa a outra, e você, quando se der conta, estará vivendo uma mentira, sozinho e se perguntando em "como deixou as coisas chegarem à esse ponto"?! Então, evite mentir, o maior prejudicado nisso é você mesmo!

Expor sua felicidade; Gente, parem de acreditar que a felicidade mora ao lado, parem de expor sua vida aos 4 ventos, PARAA! A felicidade mora em você, quem mora ao lado é a inveja, e ela é muito traiçoeira, pois o invejoso as vezes nem sabe que lá no fundo tá te desejando o mal! Então, guarda pra você, ok?! OK!

Há muitos outras ações que se tornam hábitos e que prejudicam aos outros e à nós mesmos, o importante é termos sabedoria para nos auto analisar, e principalmente, humildade para mudar.

Desejo a todos vocês mais bons hábitos!

Beijos e até a próxima!
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