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24 maio 2015

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Pais separados, pais parceiros!




Olá,

Hoje resolvi falar de algo que eu acredito que possa ajudar muitos outros pais separados, e em algumas coisas, até mesmo os que se relacionam!

Como é do meu costume pesquisar bem sobre um assunto antes de relatar aqui no blog, fiz o mesmo com esse assunto, porém, para minha surpresa, eu não encontrei nada, nem uma frase se quer relatando uma boa relação entre pais separados, pelo menos não em relatos de pais e mães(o pouco que encontrei se tratava de relatos de psicólogos).

Gente, vocês tem noção do quantos relatos e publicações pejorativas à pais e mães separados eu encontrei? Acho uma pena que a realidade da maioria seja negativa nesse ponto, sei que é difícil a situação, mas acreditem, ela pode ser mudada!

Como grande parte dos leitores já sabem, eu tenho um filho de 5 anos, chamado Gabriel, do qual tanto eu, quanto o pai dele eramos muito jovens e inexperientes na época em que nos toramos pais, e ainda somos em muitos aspectos, pois temos a consciência de que estamos em contante aprendizado. Atualmente nós temos uma relação saudável e de grande respeito, mas nem sempre foi assim.

Depois de uma separação sei que é difícil ter uma boa convivência com seu(sua) ex, mas ela não é impossível, basta você querer. Não espere que a outra pessoa mude, pra que você mude sua forma de ver e tratá-lo, toda mudança começa em nós mesmos. E o maior beneficiado disso é o seu filho!

Antes, eu não conseguia ter uma conversa descente com o  pai do meu filho, e isso se dava por inúmeros fatores, a imaturidade de ambas as partes, a extrema implicância da minha parte (pois eu já sou uma bicha implicante, com ele então, coitado.. pagava todos os pecados), o pouco caso dele com o que eu achava importante, a falta de respeito um com o outro, minha cobrança excessiva, dificilmente eu tinha paciência para esperar que ele fizesse o que foi solicitado, ou seja, eu saia fazendo o que tinha que fazer, e depois, óbvio que eu jogava na cara o que ele não fez. O que eu ganhei com isso? Nada, chegou um ponto que ele já nem levava em consideração o que eu solicitava. E o meu filho, vendo ambos os pais se alfinetando e sendo atingido de forma ou outra, pois não se engane, uma coisa que a gente sempre tentou preservar, era a condição psicológica do Gabriel e o  bem estar dele (pelo menos nós acreditávamos nisso), mas essa situação não faz bem a ninguém, e não se iluda achando que seu filho não é prejudicado com a atitude dos pais.

Agora, HOJE, tanto eu, quanto o pai do Gabriel, podemos dizer, que o nosso filho não é atingido de forma negativa com a nossa relação, muito pelo contrário, nosso filho tem se beneficiado muito com tudo isso, arrisco dizer que ele se tornou uma criança até mais feliz do que era.  

Quer dizer então que vocês tem uma relação perfeita?


NÃO, a nossa relação está bem longe da perfeição (que por sua vez, já é algo bem relativo), a gente ainda briga, eu ainda jogo coisas na cara dele, ele ainda fala e faz coisas que eu não gosto (e eu também faço), mas nós nos respeitamos, aceitamos e consideramos a opinião do outro, respeitamos o tempo de cada um para tentar ajustar o que achamos que deve ser mudado, somos companheiros do nosso filho, proporcionamos a ele momentos em família, do qual todos nós nos beneficiamos, pois ver o nosso filho feliz, certamente não tem nada igual. E não falo do desejo que os filhos têm em ver seus pais junto, e sim pela tranquilidade de saber que pode contar com os dois, e que eles o amam tanto, a ponto de deixar tudo de ruim que possa ter acontecido um dia, onde deve ficar, no passado (e longe do dia-a-dia do seu pequeno).

Vai ter muita gente pensando "não foi isso que tu me disse outra vez Natália", não, eu não nego que antes a situação não era assim, como eu disse anteriormente, nós tivemos uma caminhada de muitos transtornos até chegarmos aqui, muita coisa teve que ser mudada e ainda há. Mas, se nós tivemos maturidade, respeito e perseverança pra chegar até aqui, tenho certeza que saberemos levar essa parceria muito além.


Enfim, a mudança leva tempo e exige paciência e dedicação, mas ela só depende de vocês, pais!  

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